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Mindless Dive
04 December 2009 @ 11:32 pm

Resolvi começar uma historia minha sobre vampiros. Eles são uma família caçadora de vampiros onde só os mais exímios tem permissão de “procriar” para criar uma próxima geração mais forte que a anterior. Enfim ela fico muito grande então acabei dividindo ela.

Aproveitem ou não.
"You knew the blood inside my veins was wasteful.
You knew I was bound to wake up scared.
I made you up."

Ps: Escreia do layout novo


Kikimora

“Se no escuro ouvir a minha voz/não grite/o barulho será seu algoz/Não corra/do contrario perderá o seu fôlego/seu ultimo suspiro a mim pertencerá.” Essa era a musica infantil que ensinaram para a crianças da pequena família Hannigan. No escuro os adultos caminhavam entre eles sussurrando e tentando arrancar uma pontada de medo de qualquer um deles. Eles eram cinco irmãos Joshua, Seraphine, Mike, Gary e Atlanta, eram unidos quando estava claro e a noite não havia chegado mas quando a noite chegava e cada um precisava percorrer o caminho da casa principal para as suas cabanas cada um seguia por um caminho diferente.

Sim antes de continuar é preciso compreender que os adultos dá família Hannigan são oito. Os avós e os cinco filhos e a esposa de um deles, sendo os tios Jim, Kurt, Elisabeth, Eleanor. Os avós Cameron e Adele e por fim os pais Annie e Brendon. De todos os irmãos apenas Annie se casou e Brendon foi escolhido pelo velho Cameron entre muitos pretendentes, os filhos nunca estranharam isso e também nunca conseguiram pensar sobre.

O terreno da casa dos Hannigan nada mais é que um imenso terreno que era dividido em uma casa principal grande onde todos poderiam viver com conforto suficiente e cinco cabanas que ficavam em pontos diferentes do terreno e cada um parecia ter um obstáculo diferente: Um bosque de pinheiros, uma alagadiço que ninguém consegue descobri a profundidade, no alto de um morro que o único modo era escalar, uma ficava no meio do lago e o ultimo era em um terreno aberto de fácil acesso. Cada dia um deles ia para uma cabana diferente, sendo que isso os incentivava a cuidar direito do lugar. Dentro de cada cabana uma cama dobrável e um uma lareira para os dias mais frios. A casa principal era decorada de forma que qualquer um que visita-se veria que eles eram da alta sociedade apesar da ausência de criados.

Para as crianças no começo foi difícil não poderem viver no conforto de suas casas e entre todos a que mais deu trabalho foi Atlanta que foi a que teve mais contato com os pais, mas não impediu de quando fizesse sete anos tivesse de ir para o seu novo quarto. E apesar de tudo isso a educação de cada um deles era militar cada um no seu jeito e modo de levar. A única coisa em comum era a desobediência que os levava a ficar sem comer. Quando o sol se punha e eles precisavam ir para suas cabanas e então que o pesadelo deles começava por mas que fossem cuidados sempre ouviam a voz sussurrar em sua orelha, sentiam o coração disparar e a vontade de correr aumentar e nem sempre conseguiam manter isso. Quando isso acontecia os gritos do irmão ou irmã pega assombrava os outros por toda a noite e novamente Atalanta era a que mais lhes cortava o coração de se ouvir. No dia seguinte nenhum deles comentava ou perguntava sobre a noite anterior mesmo que as marcas fossem vistas. Era melhor assim e então durante o dia apenas se preocupavam em ser crianças. Joshua era o mais velho e se sentia responsável por todos também era o único que não gritava ou corria, mas ainda não tinha coragem de se virar e olhar nos olhos da pessoa da voz.

Seraphine era inegavelmente bela chegando ate mesmo a rivalizar com Elisabeth em seu auge. Mike era calmo e curioso e queria aprender sobre a ciência, Gary era rebelde de mais e sempre era o que levava as punições, mas assim como Joshua ele não gritava e alem disso já se virara para encarar a coisa e nada encontrou. Atlanta parecia estagnada na infância mas os sinais de maturidade apenas vinha pela noite, cada um lidava de um jeito e para Joshua era pior porque ele se sentia em divida com todos eles, como se algo que ele tivesse feito tivesse desencadeado isso.

Mas os irmãos não sabem que foi isso que aconteceu antes com sua mãe e tios e o mesmo com seu avô e irmãos e assim por diante. As crianças nunca tem contato com as pessoas de fora e apenas os “adultos” poderiam conhecer as outras pessoas, claro que com certo decoro porque não sabiam o que era viver fora do contexto familiar e ainda assim todos aqueles que freqüentavam a residência Hannigan eram conhecidos ou amigos íntimos dos pais ou tios.

Apesar de Elisabeth ser muito mais bonita que Annie ela nunca se casou e o mesmo aconteceu com Eleanor que não chegava a ser como Elisabeth mas também era bonita. E ficava obvio que das três Annie era a que possuía menos beleza. E Jim era o mais velho e o mais bondoso de todos os tios ele era forte e pouco ficava em casa passando mais tempo passando na floresta. Kurt passava a maior parte do tempo entretido com um livro e poucas vezes se conseguia algo realmente útil dele. E os avôs ditavam as regras da casa e sempre tinham essa aura de realeza ao redor deles, uma mesma aura era vista em Annie e Brendon mas em menor escala.

Eles eram religiosos só que não iam aos cultos na cidade, odiavam forasteiros e o mais importante eram felizes ao seu modo. Ate que as historias deixaram de ser historias e começaram a acontecer.

Eleanor seguia Seraphine na escuridão como fazia desde que ela tinha sete anos, sempre que fazia isso se lembrava da própria infância e de como detestava isso, mas ali estava ela seguindo a garota assim como fizeram antes com ela. Quando estava chegando a sua hora de ir falar com Seraphine ela ouviu uma voz. “Sentiu saudades querida?” Sentia que uma mão estava levantando sua camisa revelando a pele branca ao luar e a mão que lhe tocava de forma ta repulsiva era gelada. Respirou fundo e com ambas as mão ela tentou afastar o toque, como já esperava ela não conseguiu. Se virou então para ver que um par de olhos azuis a observava e uma série de dentes brancos como a neve sorriam para ela. Tentou puxar uma faca que estava em sua cintura, mas ela jazia em sua frente segura por dois dedos firmes da criatura. Controlou o grito em sua garganta levando sua mão livre a boca e então fechou os olhos e esperou pelo fim segundos passaram como horas e quando ousou abrir os olhos de novo estava sozinha. Não Teve no que pensar e não tinha porque. Voltou correndo para a sua casa e contou para o seu pai o que aconteceu, Annie e Brendon também estavam lá, o velho apenas abaixou a cabeça e ficou com um olhar sombrio Brendon passou os braços pelos ombros de Annie e ficou em silencio, logo as lagrimas começaram a escorrer dos rostos dela. Então o pai apenas manda Eleanor embora de volta para a cabana de Seraphine. Depois que ela se foi o pai se virou para a filha que restou na sala.

- Se temos uma crise, vamos enfrentar ela de frente. Se ele quer nos assustar então não vamos dar medo a ele. É melhor não demonstrarem isso aos seus filhos ou nenhum deles vai conseguir.

Apesar de haver ternura na voz dele havia autoridade e a única palavra que ela conseguiu pronunciar saiu engasgada. Brendon olhou em silencio para Cameron com ódio inflado em seu olhar, mas apenas segurou a mulher e ambos se retiraram.

A manhã seguinte veio gelada com uma camada de nevoa que parecia persistir em continuar próxima ao chão. Todos saíram agasalhados antes do sol tentar se sobressair sobre aquele inferno gelado. Os tios chegaram antes dos filhos e receberam a noticia, todos receberam a noticia e um clima pesado acabou se instalando mesmo contra a vontade do pai. Quando os filhos voltaram poucos perceberam o clima pesado e nenhum deles ainda havia dado pela ausência. No final da manhã quase na hora do almoço Eleanor voltava ela e Seraphine estavam na casa no alto do morro, claro que para os filhos apenas Seraphine estava lá. Quando notaram que ela trazia algo nos braços cada um dos tios levou as crianças para dentro. E os pais foram ver o que era, pela primeira vez em anos eles iam dormir dentro da casa e no dia seguinte seria o velório de sua irmã.

Para eles ela morreu por causa do frio severo da noite o fogo se apagou quando a porta se abriu e morreu congelada durante a noite. Ela estava vestida com um vestido negro e as tias perderam um longo tempo maquiando as marcas com pó branco e algodão. Foi algo modesto e depois os pais levaram o corpo da menina para ser cremado. Todos os irmãos se juntaram e choraram naquela noite. Todos menos Gary que saiu para andar durante a noite, Jim estava logo atrás dele com seu olhar atento e os passos felinos que nunca o haviam deletado. Ambos foram ate o lago e Gary começou a atirar pedras para o meio dele. Jim ouviu um som surdo atrás dele vindo da casa, ele se aproximou de Gary que viu seu reflexo sombrio na água e se virou assustado, sem realmente se preocupar ele colocou a sua imensa mão no ombro do garoto e o desmaiou. Sabia que ele o odiaria no dia seguinte mas não havia tempo para isso já que aquela coisa parecia ter voltado. Carregou o garoto nos ombros de volta para casa, quando estava quase chegando se deparou com algo inusitado Eleanor abria a porta e estava com um corte sangrento na testa. Antes que Jim pudesse dizer alguma coisa ela segurou suas mãos.

- Ele veio de novo, eu fugi enquanto Brendon e o papai tentavam acabar com a coisa. As crianças gritaram ao ver o que ele fez... Não foi suficiente... não.

Ele balançou a cabeça e abraçou a irmã entregando Gary para ela.

- Corra, eu vou atrasar essa coisa.

- Mas...

Ele beijo a testa da irmã e entrou na casa. Ela então se colocou a correr para fora da propriedade, eles tinham veículos guardados mas ela não se atrevia a confiar em um deles enquanto corria para a escuridão em direção a o nada. Se ela tinha alguma prece era pra que sua fuga desesperada não desse em nada, não queria condenar aos dois a vida solitária sem a família. Quando chegou na auto estrada e ela tentou atravessar correndo mas se esqueceu de ver o que estava vindo e ela só teve tempo de jogar Gary para cima e ela ser atropelado pela caminhonete que vinha derrapando. Ate hoje o motorista não sabe como ela teve força de jogar o garoto por sobre a cabine e cair na caçamba. As sirenes foram rápido e ambos foram levados para o hospital. Quando Eleanor acordou ela tentou falar com a enfermeira mas sua voz saiu embargada como se ela não conseguisse usar a voz. O gemido fez com que a enfermeira se virasse e fosse ate ela. Ao mesmo tempo sentiu uma mão apertar a sua e ela se virou para quem a apertava. Ali estava o pequeno Gary aos onze anos era órfão e toda a sua família havia sido assassinada.

- M-M-Meu Filho.

Sua voz saiu e ele sorriu para ela, era novo de mais para entender o que aconteceu, mas percebia que estava com a sua tia. Dali pra frente ele sequer sabia o que deveria ser feito ou o que era certo. Não sabia dos seus irmãos ou pais e ninguém no hospital parecia saber, quando falou da fazenda a policia foi ate o lugar. Só que para ele nada falaram. Esperaram Eleanor se recuperar para poderem discutir sobre o que falar para o garoto, todos na pequena cidade conheciam a família Hannigan e entendiam mas faziam vista grossa para a sua historia. Quando finalmente contaram para Gary que sua família toda morreu em um vazamento de gás e que o tio Jim o desmaiou porque não havia tempo suficiente para discutir, foi então que ele e a sua tia sofreram o acidente enquanto buscavam ajuda. Ele via o peso que a tia carregava nos ombros e se compadeceu, mas sua raiva contra vida aumento... Agora o destino dos dois estavam interligados por mentiras e meias verdades.

 
 
Current Location: Brazil, São Paulo
Current Music: A wilhelm Scream - Cancer Dream
 
 
Mindless Dive
22 November 2009 @ 02:05 am


6

Diziam que no interior da floresta havia um templo, ele foi cravado na rocha de um penhasco se estendendo profundamente em suas entranhas e ele era simétrico e perfeito em cada detalhe, impossível de ter sido feito por humanos, os primeiros humanos ao verem atribuíram o lugar como obra de outra das raças que a tanto tempo se escondiam entre eles. Claro, que como sempre os humanos estavam errados, primeiro os arqueólogos foram ao lugar para estudar acabaram se deparando com algo desconhecido e ao mesmo tempo acessível para eles, pela vaidade ou pelo orgulho eles não perguntavam e continuavam fingindo que tudo continuava normal mesmo quando o normal deixara de existir permanentemente. Entre os primeiros elfos que se revelaram, o motoqueiro estava entre eles e quando resolveram perguntar sobre o templo o motoqueiro foi um dos primeiros que explicou para eles, na verdade ele contou toda a historia em rede internacional, mas isso foi a muito tempo e ninguém mais sabe quais eram as feições daquele elfo ou sua voz, mas a historia continua.
Questionaram sua veracidade, mas do que adiantava questionar algo se uma prova viva estava na frente deles? Deram-se por vencidos e pouco tempo depois todos ouviram a lenda e deixaram o templo em paz ate o tempo passar e a lenda se tornar apenas uma superstição e novamente voltarem a ele. Se algo realmente existia lá dentro ou não nunca descobriram, mas ele foi destruído pouco antes do silencio e o caos proveniente. Se os eventos são relacionados ou não ninguém nunca se quer conseguiu pensar. Mas a historia que foi contada era assim:
No principio existiam dois irmãos, um deles era trabalhador e o segundo era igualmente esforçado, mas também bondoso. Sempre dividiu parte de seus bens com os outros e sempre ajudou os outros mesmo que se prejudicasse com isso. Undath era o bondoso e Iatho o irmão trabalhador. Certo dia trabalhando em seu arado ele bateu em uma rocha dura e negra, quando levou para o ferreiro daquela época era um metal que nunca haviam visto antes, tentaram derreter esquentando a fornalha ate quase o máximo e não conseguiram derretê-la. O irmão deixou com o ferreiro e volto para o seu arado ao final do dia estava em sua casa repartindo a refeição com seu irmão quando soldado chegaram querendo falar com Iatho, Undath convidou a todos para se sentarem e partilharem a refeição Iatho por sua vez ignorou o irmão e foi direto falar com os homens. Eles pediram para que o acompanhassem e assim se foram largando Undath sozinho em casa e preocupado. Era tarde da noite mas ele pegou uma tocha e foi para o local de arado do irmão em busca de mais pedras como aquela. Não encontrou outro exemplar sequer, apesar de bondoso não era burro e imaginava que devia se tratar de algo que um discreto grupo fazia pela estrada ali perto na noite anterior. Quando seu irmão voltou não era mais o mesmo, era apenas um corpo sem vida qualquer ele se movia e falava mas Iatho não estava mais dentro do corpo. Naquele mesmo dia Undath fugiu para a floresta e nunca mais foi visto.
Sua estadia na floresta foi algo que tanto interessou as pessoas na época e ate mesmo agora. As primeiras noites ele parecia trabalhar em silencio, mas com o passar do tempo o barulho foi aumentando cada vez mais ate que durante as noites pequenos tremores começaram a acontecer ate passar para grandes. O que ele fazia naquela floresta o mudava, aquilo que ele foi já não existia e aquilo que ele se tornava era reflexo do seu ódio irracional. Se ele vendeu sua alma para algum demônio ou se a sua determinação o deixou assim ninguém nunca descobriu também. A única coisa que restou foi a destruição irracional que ele começou, o primeiro sinal foi a floresta se rasgando ate a antiga vila e atraindo todos para o coração. Lá bem no fundo o penhasco e o seu templo eram vistos e ali ate onde todos se lembravam não havia nada alem de um pequeno riacho.
Como tudo o que é extraordinário se espalha rápido a noticia se disseminou pelos arredores e logo aquele templo desconhecido estava cercado de curiosos. Dizem que os primeiros a entrarem foram crianças por causa de suas apostas bobas, seguido de homens valentes e só assim todo o resto veio a entrar. Quando toda a antiga vila de Undath se reuniu dentro do templo a porta da frente se fechou e finalmente ele se revelou para todos. Ele era pálido e o seus cabelos negros eram revoltos, seu corpo era magro e as mãos vermelhas de sangue, seu sangue, os cabelos escorriam pelo seu rosto e os seus olhos eram vermelhos. Sorrindo para todos lhes deu boas vindas e ainda sorrindo ele enviou todos para um lugar que não era o céu ou o inferno. Aprisionou-os templo, dizem ter sido um festim de sangue, mas também dizem que eles não sofreram. O que realmente aconteceu é outro mistério que acerca o templo e a sua lenda, então Undath deixará de ser o bom e se tornou o mau. Seu poder vinha da destruição que causava em seu caminho e antes de ser parado ele havia destruído mais cinco vilas.
Não sentia remorso, não existia ligação com nada. Mesmo quando matou o mago que fizera aquilo com seu irmão ele sentiu qualquer prazer. Continuou a sua matança ate o dia que voltou para a casa e viu o corpo de seu irmão, pela primeira vez em meses ele hesitou, mas mesmo assim cumpriu o seu propósito. Diferente de todos os outros que foram mortos por ele dessa vez foi diferente a morte do irmão liberou outra entidade. O oposto de Undath ele era negro e com os cabelos branco e olhos dourados. Ficaram se encarando por um dia inteiro ante que qualquer um dos dois fizesse algum movimento.
- Quem é você? – Undath finalmente disse, sua voz ecoou por todo o vale e o chão tremeu com a potencia. Meses sem usar sua voz e o seus poderes a deixavam assim.
- Saynskel. – Disse a figura negra com uma voz um pouco mais alta que um sussurro que parecia ser carregada pela brisa.
- O que fazia em meu irmão? – Disse serrando os punhos vermelhos e com os olhos pulsando insanidade.
- Nunca estive em seu irmão. Mas você e ele me criaram.
- Então não tenho interesse em você. – Disse dando os ombros e aparecendo na frente da figura negra, seus punhos desferiram um golpe e nada aconteceu com a figura.
- Eu existo porque sou o único que você não pode matar.
Ergueu suas mãos e segurou os dois punhos de Undath e o arrastou de volta para o templo que ele construiu e de lá fez a morada de ambos. Undath nunca foi um elfo, mas claro que a cultura popular deturpa um pouco a historia original. E se Undaht é a destruição Saynskel era a ordem. E a morada de ambos virou a prisão de ambos e a eternidade passava lentamente enquanto os dois apenas se estudavam. Eventualmente Undath tentava assassinar seu carcereiro, mas não era bem sucedido. Essa disputa tende a se prolongar para todo o sempre, pelo menos todos imaginam isso...O silencio mexeu com todos e agora nem todos tem tanta certeza de que isso realmente seja verdade. Enquanto isso o motoqueiro continua a caminhar na cidade vazia, já avistara o que queria. Tirou o seu capacete e respirou profundamente o ar noturno e sorriu.
 
 
Mindless Dive
16 November 2009 @ 11:30 pm

Verdade seja dita, poucas pessoas comentam então vou direto pro que interessa.





estrada deserto uyuni5
Passara a noite toda arrumando sua moto quando finalmente terminou ele se levantou e deu a partida. Olhou para a garota e sorriu era apenas um sorriso não esboçava qualquer afeto pela garota. Colocou o capacete sobre a cabeça e baixou sua viseira, fez o motor da moto roncar alto e viu que ela não acordou. Mais um rugido e a moto saiu a toda em direção ao horizonte, tendo uma vaga idéia da hora por ter perdido a sua completa noção do tempo após tanto tempo cuidado da sua moto. Pela altura da lua deviam ser duas horas da manhã hora que as pessoas saem de seus buracos e respiram algum ar. Acelerou mais ainda aumentando a sua nuvem de poeira e areia, a areia lutava para dominar os marcos da humanidades mas parecia que essas cicatrizes são mais difíceis de se curarem por si só. Esse pensamento trouxe satisfação continuou o caminho. Quando finalmente entrou na cidade diminuiu bruscamente a velocidade e deixou o motor roncando alto enquanto andava devagar pelo lugar abandonado. Claro que não estava totalmente assim vultos dançavam em sua visão periférica, tiveram uma hora de vantagem desde que viram a grande nuvem de poeira no horizonte. Achou o lugar que julgava ser o centro da cidade e baixo o pedal e apoiou a moto desligou e tirou as chaves do contato. Sua roupa era toda preta como a de uma motociclista de corrida com alguns detalhes vermelho escuros que só são percebidos durante o dia. Puxou a pistola de trás do cós da sua calça e apontou para o vazio.
- Acho melhor você sair daí, agora. – Deixou que toda a sua frase saísse calma exceto pelo seu agora.
- Ra-ra, rapaiz, quantu tempu qui eu num via alguém fala assim cum nois. – Um homem sem dois dentes da frente estava mostrando o seu sorriso banguela para o motoqueiro.
- Eu entendo porque ninguém iria falar com vocês. – Disse de maneira fria ainda apontando a arma para o homem. Tencionou de leve o gatilho e soltou a trava. – Mas eu não me importo com vocês, só quero saber que se eu pegar alguma coisa aqui vocês vão se opor.
- Hum – o homem pareceu pensativo coçando o queixo que estava com uma barba rala. – U que ocê ta pensando em pegar? Se for aquela coisa fedida que vem da terra pra você não tem.
- É mesmo? E se eu te der isso. – Puxou uma moeda e a jogou para que caísse um pouco antes do homem. – Se vocês quiserem mais vocês são gananciosos. Eu não quero o combustível agora... no momento eu vou só perambular por ai e vou pegar algumas coisas.
O homem da janelinha na boca se abaixo para pegar a moeda, a pistola do elfo o seguiu. Ele ajeitou a mão e continuou olhando para o homem. Ele se levantou e sorriu mostrando todos os outros dentes da boca.
- Mas sabe, eu ki não mando aqui não.
- Eu tenho certeza que você vai consegui convencer ele.
Disse dando as costas para o homem e indo para uma rua paralela. O homem continuou olhando em duvida para o motoqueiro que se afastava e foi se aproximando da moto dele. No mesmo instante o elfo parou e se virou, aquela figura toda do motoqueiro era absurdamente perturbadora depois de algum tempo observando ainda mais a ausência de expressão que ele passava, o homem estancou ao sentir o olhar de fogo do elfo em sua nuca.
- Se você ou qualquer outro se aproximar dela, eu te mato. Então se quiser ficar vivo mate qualquer um que quiser se aproximar dela. – A voz saia muito fria e o homem sentiu o gelo correndo em sua espinha. – E não pense que só porque vocês são muitos que eu não consigo cumprir o que eu falei.
O homem se sentiu tentado a usar do escárnio contra aquele motoqueiro mas conseguiu conter o seu impulso.
- ocê vai pelo menus mi fala seu nome? - Era o melhor que conseguia fazer naquele momento.
- Claro. Undath. – Dito isso ele se afastou e foi para uma das ruas paralelas. Sorriu por baixo do capacete e tentou conter a gargalhada.
O homem ficou paralisado com os olhos arregalados e a boca tentando criar algum protesto. Sua mente vagueava, Undath era a historia que os elfos trouxeram para esse mudo. Undath era a destruição era isso que eles falavam, disseram que ele era um deles, mas se rebelou. Diziam que tudo que tinha seu começo encontrava o seu final nele. Mas esse motoqueiro não podia ser... era impossível que uma lenda estivesse ali andando no meio de todos eles. Continuou olhando enquanto ele desaparecia, caiu de joelhos e começou a rezar... Havia alguém que cuidava de toda a bagunça que estava lá embaixo e agora mais do que nunca ele sentiu necessidade de estar com ele.
 
 
Current Location: Brazil, Santo André
 
 
Mindless Dive
08 November 2009 @ 10:51 pm

fiz enade hoje, to morto... sem mais.
 

4




Enquanto descia as escadas um cheiro de podridão latente invadiu suas narinas, já esperava pelo cheiro de guardado e mofo mas aquela podridão nauseante foi de mais para ele. Puxou um lenço do bolso e colocou no nariz e boca, com a mão livre continuava segurando a sua arma na outra. A escuridão que deveria ser um grande obstáculo para um ser humano para ele não representava nenhum problema, infelizmente o mesmo acontecia com o seu inimigo, quando finalmente chegou ao fim da escada o seu medo não se concretizou o orc não estava esperando por ele para embosca-lo. Correu os olhos pelo lugar e descobriu que havia um amplo espaço sobre o bar, em um calculo rápido aquela parte de baixo era maior que o bar e todas as vigas de sustentação estavam ali. Barris de ração prateleiras e garrafas estavam dispostos de maneira caótica começou a andar pelos corredores improvisados cano da arma sempre apontado para a frente e o pano em sua boca. Em uma curva sinuosa uma corrente surgiu e o obrigou a pular para trás. Não era uma corrente qualquer era a correia da sua moto, soltou o seu pano e passou a correr. Um ódio latente começava  a crescer em seu peito, com um certo esforçou controlou-se e seguiu em frente rápido, agora perseguia um vulto... o vulto de um morto.

Continuou correndo e o vulto correndo esperava a hora certa para atirar, queria mata-lo essa vontade vinha do fundo do seu ser também não tinha pressa. Quando finalmente o vulto parou ele se aproximou cautelosamente quando um braço vindo da escuridão veio e segurou o cano da sua arma. O elfo sorriu e disparou enquanto o orc empurrava o cano para cima. O teto se quebrou e um grito feminino foi ouvido, o elfo sorriu, se voltando de novo para o orc ele puxou o cano da mão do monstro sem maiores dificuldades já que a mão do bicho devia estar queimada. Com frieza ele mirou exatamente na perna do inimigo e atirou o urro de do e o baque surdo no chão foram como musica para o elfo. Ele sorriu e se abaixo com o joelho encima do peito do orc.

-Sabe, você não devia ter feito isso. Sabe o que vai acontecer agora?

O outro maneou a cabeça negativamente.

-Sua pequena invasão na minha moto. Vai me deixar preso  por um dia inteiro aqui, e sabe quanto tempo eu queria ficar aqui? Quinze minutos seu idiota, quinze minutos!

Usou a coronha da arma para bater contra a pobre criatura depois tornou a bater e na ultima ouviu o som de um osso se quebrando. Então sorriu satisfeito, olhando para o monstro com uma certa piedade ele tornou a falar de forma mais branda.

- Mas você tinha que complicar tudo, e olha no que deu. Um bando de bêbados mortos e um bicho feio prestes a se juntar a eles. Claro que não vou ser tão bonzinho como você foi comigo.

Sorriu e pegou a correia da sua moto que estava caída do corpo do monstro. Enrolou-a no pescoço dele e ficou apertando. Ele ate tentou se debater mas dada a exaustão e o ferimento em sua perna ele não conseguiu fazer grandes coisas. O mundo foi se tornando escuro e a ultima coisa que ele viu foi o elfo se levantando e se afastando dele, provavelmente indo explorar aquele lugar, em breve ele encontraria o orc pensou em breve. Deixou um sorriso débil em seu rosto enquanto era abraçado pela escuridão. Quando despertou senti que algo queimava em seu ventre, cheiro de queimado e a fumaça vinha da direita. Os olhos ainda se acostumavam com a escuridão os ouvidos mal conseguiam ouvir o leve crepitar das chamas sobre a madeira ou o cheiro alcoólico que a madeira exalava. Mas logo sua visão conseguiu se fixar na pessoa a sua frente, era aquela garota do bar a pequena meretriz, ela se sentava na borda do buraco onde horas atrás ela deu um risinho para ele quando os olhos finalmente conseguiram foco, como se ela soubesse o que ele estava vendo.

- Você realmente irrito ele, né? E você foi burro, mas ele falo que sua gente não é lá muito esperta – deu um risinho abafado – bom agora as coisas inverteram.

O orc apenas ficou em silencio olhando para ela. Tentava ver onde o elfo estava, mas o seu campo de visão não conseguia ver onde o maldito estava. Enquanto orc se ocupava procurando o seu inimigo o elfo continuava a abastecer uma fogueira que fizera usando a bebida e parte da mobília de dentro. Ele se levantou e jogou seu cabelo para trás com a mão livre na outra trazia a sua espingarda, a mesma que usara antes contra o monstro. Apontou contra as costas dele e disparou contra a espinha dele, aquela distancia não havia como errar ou um milagre acontecer. Ele grunhiu e então o corpo continuou ali sangrando para a morte. Enquanto o corpo se debatia tentando manter-se vivo ou então aproveitando o ultimo suspiro de ar, não importava quem ou o que todos eram apegados a vida. Afinal era tudo o que restava para todos.

- Adeus Xotatu, você foi um idiota tentando me deixar vivo para que os compradores não achassem que era só uma mutação.

- Só isso? – disse a garota do vestido vermelho.

- Você queria algo mais?

- Não. – ela pareceu em duvida – Esperava algo mais, só isso? Digo como você só faz isso com ele com tanto ódio que você falo que sentia por ele.

- Eu não quero mais perder tempo aqui, e agora eu tenho peso extra.

Ela fez uma cara de ofendida, mas logo desapareceu e ela ficou interessada no corpo morto do orc. Então voltou a se virar para o elfo que estava se afastando de ambos. Ele estava perto da fogueira e puxou um pedaço de tora em chamas e caminhou para o bar. Quando ela finalmente entendeu o que ele ia fazer.

- Não!

- Se você quer vir comigo você precisa se livrar do seu passado. – Dizia enquanto voltava de dentro do lugar e o fogo já se espalhava por todo o piso de madeira. – Ou eu posso te deixar aqui.

Quando ela olhou nos olhos do elfo ela via que havia maldade naquele olhar, muito mais do que aquela que estava acostumada a ver com aquele orc e os homens do bar... e agora se dava que todos estavam mortos. Continuou sentada então olhou para o orc na sua frente e então percebeu que ele também fazia parte da sua vida. Levou a mão na boca e segurou o choro.

- Se você acha que isso vai resolver agora. Pode esquecer, você quis isso e eu realizei o seu desejo. Agora você vai se levantar e se afastar porque ate amanhã tudo isso vai cair.

Ela então se levantou e foi se afastando para perto do asfalto, pensava que esse era o fim. Achava que ia ser algo diferente como a historia dos contos de fada onde a princesa é resgatada pelo príncipe encantado. Mas aquilo era pior do que imaginava, ela se deitou em um saco de dormir que ele lhe deu e então adormeceu. Sonhou com olhos vermelhos na escuridão e acordou de novo com o sol a pino. Olhou ao redor procurando pelo elfo e não o viu nem ele e nem a moto. Olhou para o lado e uma cratera se encontrava onde estava o bar. Areia e carvão se misturavam no fundo e então ela sentiu o real desespero, saiu do saco de dormir e foi ate a bica. Puxou uma placa e deixou varias moedas caírem e na areia, começou a recolher antes que se perdessem na areia. Caiu de joelhos e as lagrimas começaram a regar a areia do deserto. Se sentia sozinha e se sentia usada... ódio e desespero... não sabia o mais o que fazer.

 
 
Current Location: Brazil, São Paulo
Current Music: august burns red - the seventh trumpet
 
 
Mindless Dive
19 October 2009 @ 12:27 am

Quase cinco meses exatos sem escrever... como eu consegui? Insanidade temporária talvez? Bom qualquer que seja o motivo não é bom o bastante. Bom tento escrever mais ate quarta... e então conto alguma novidade, se alguém quiser :D
*Atualizando*
resolvi linkar as outras partes:
mindless-dive.livejournal.com/5951.html - Parte1
mindless-dive.livejournal.com/6274.html - Parte2

Kali

 

Seguiu sua rotina diária a como sempre fez, isso era monótono e extremamente irritante. O único problema que esse era o preço para manter as aparências, poderia ser pior, mas mesmo assim era uma rotina irritante e um tanto quanto chata. Cansava-se de todos os dias acordar sozinha e também cansava-se de todos os dias ter que continuar como se nada tivesse lhe acontecido. Tudo o que se diz a respeito dos deuses é que eles são diferentes dos humanos, mas mesmos os humanos que os criaram esquecem-se que as bases desses são os próprios humanos. E por isso, sim, eles se entediam e se cansam entretanto deve-se lembrar são deuses e não pessoas por mais parecido ou semelhantes que sejam existe a diferença crucial o poder. Para Kali os últimos anos não foram mais divertidos que os do começo e mesmo que fossem isso seria apenas sinal de seu conformismo, algo que não estava disposta a aceitar não tão cedo. Esse era o motivo de acordar todos os dias sozinha e o motivo de odiar a rotina... Tantos motivos que ela sequer se lembrava dos porquês e o como, somente se lembrava do agora e o que tinha que fazer e a sua mascara diária. Suspirou longamente antes de se levantar e despir para o seu banho e depois poder ir para o trabalho. Pode-se dizer que a sua noite foi o.k nada de extraordinário e longe de ser uma longa noite de descanso. Vestiu seu uniforme branco do hospital e pegou sua pasta sobre a mesa e desceu as escadas do seu pequeno prédio no “grande” conjunto habitacional. Pegou a chave do seu carro no bolso, um carro popular por outro motivo de causa “indefinida”. Claro enquanto isso o sol sequer tinha aparecido no horizonte, terrível e tediosa rotina medica.

A sua manhã transcorreu de maneira normal tirando o fato de ter estar extremamente cansada e qualquer resquício que tinha de seu mau humor da madrugada agora estava piorado. Vestia seu uniforme branco e estava debruçada sobre a mesa. Suas pálpebras pesavam e o seu corpo parecia não responder mais aos seus pensamentos, já havia ingerido pelo menos três copos de café e uma pílula para não dormir. Ergueu a cabeça esfregou o rosto tentando afastar o sono e apertou o botão, seu melhor sorriso treinado estava em seu rosto e mais uma pessoa entrou pela porta. O final de expediente parecia tão distante e as suas forças pareciam tão próximas de desaparecer, ignorando a fraqueza tentou se concentrar no problema da pessoa a sua frente, havia se levantado, cumprimentado e sentado de novo sem perceber. O problema era simples e ela não entendi qual era a real necessidade de ir ao P.S aquela hora da manhã, mas ali estavam dois desconhecidos em uma pequena sala e um deles não estava com o menor humor. Após as lamentações terminarem Kali pegou um pedaço de papel timbrado e escreveu.

- Isso é o que você precisa.

Disse se levantando e indo ate a porta com o papel em sua mão. O homem que havia entrado olhava desejoso para o papel e se levantou e foi ate a porta. Quando estava perto ela entregou o papel com um sorriso.

- Tenha uma boa noite.

Fechou a porta antes que ele tivesse alguma chance de reclamar e a trancou. Foi ate a mesa e se sentou de novo. O homem quase não conseguia entender aquela letra faraônica que foi usada em sua receita, mas aos poucos ia decifrando a singela frase escrita “Você precisa dormir mais”. Quando foi se virar se deparou com uma porta fechada, não suportou a falta de caráter daquela medica e tentou abrir a porta sem bater mas o resultado foi previsível então começou a bater na porta incessantemente. Dentro Kali se levantou e pegou uma porta que saia em uma área exclusiva para eles ali olhou pra enfermeira chefe.

- Preciso de quinze minutos para me recompor. Já volto.

E subiu para a parte dos leitos, achou um quarto vazio entrou e se trancou dentro. Deito sobre a cama, que ao menos era confortável. Geralmente enfermeiras imaginam que o medico vá pegar esse quarto vazio para poder debulhar em lagrimas. O caso dela não era esse. Fechou os olhos e se deixou ser carregada para a inconsciência.

Quando tornou a acordar sentia-se um pouco mais leve do que antes um pouco menos sonolenta. Então resolveu ligar a t.v para ver o que havia perdido enquanto dormia e trabalhava. Um telejornal sensacionalista mostrava um homem chapado correndo o maior perigo correndo pra lá e para cá em uma via expressa da cidade. Apesar de acabar de acordar não precisou fazer realmente a conta. Ela se levantou apressada por alguma razão desconhecida, ela conhecia o homem da t.v e ate onde se lembra não se importava realmente com ele, mas o ímpeto falou mais alto e ela correu para a saída do hospital não se importando com as conseqüências. Afinal onde arrumariam outra pessoa com a experiência dela e praticidade, estava a salvo por hora.

Chegou ao estacionamento pegou o seu carro e partiu para o lugar do problema.

Parou em uma rua adjacente para não ligarem carro a ela e seguiu para o meio da multidão curiosa. Esperou uma oportunidade para se aproximar e enquanto isso ficava ouvindo os transeuntes queixosos e revoltos contra aquela pessoa que causava aquela relativa balburdia. Quando a tragédia finalmente aconteceu ela foi ate ele e o levou embora, simples assim e poucas ou quase nenhuma tentou pará-la afinal era uma medica e o seu nome estava marcado no jaleco, claro que não o verdadeiro. Quando finalmente se colocaram em movimento ele parecia menos sóbrio do que quando havia o encontrou. Era o inicio da noite e ela prometia ser “interessante” ou “diferente”.

 
 
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Mindless Dive
26 June 2009 @ 03:22 am

O grosso vem amanhã, resolvi escrever isso apenas pra passar o meu tempo. Na verdade eu tentei um negocio que chamaram de micro – crônicas via twitter, não preciso falar que não me adaptei. Voltando as piadinhas infames, twitter é um msn aberto que qualquer um pode ler e pra piorar da margem pra xingamentos de todos os lados. Terrível.

Quem quiser: http://twitter.com/whursell

 

Roupa de pele.

 

Nas mais negras camadas da sociedade vive um monstro. Ele se veste como você e eu, mas não é como eu ou você, ele simplesmente é ele e por ser ele sentimos um frio na espinha quanto nos aproximamos. A primeira vez que eu o vi estava bem longe, mas pude presenciar o que estava fazendo. Com uma descrição apurada conto agora exatamente o que aconteceu naquele dia:

- Passava pelo centro, mais especificamente perto da praça, ali em um canto escuro e longínquo eu avistei duas pessoas(sim era noite). Não tive pressa de ver o que ambas faziam juntas pois eu passaria ali a qualquer momento, e também não considero parte de meu interesse conhecer a vida alheia. Continuei o meu caminho como fazia todos os dias. Quando algo naquela cena fez com que eu estancasse e ficasse parado em meu lugar, não apenas o passo estancou como o meu coração e cérebro. Milésimos de segundo passaram-se e por Deus foram tempo suficiente para evitar que eu gritasse. O que eu realmente vi foi que esse monstro simplesmente tirava sua pele de um homem que vestia. Enquanto a outra pessoa parecia estar tão paralisada quanto eu, quando finalmente revelou sua forma abismal. A mulher tentou correr mas ele segurou a cabeça dela e com uma unha longa abriu a tampa de sua cabeça e com a outra mão puxou o resto do esqueleto. Nesse momento eu corri o máximo que pude. E só parei quando cheguei em casa.

O que aconteceu depois com aquela pessoa eu não sei, mas notei que uma amiga minha mudou muito de personalidade não posso dizer com certeza se foi ela ou não. Mas por favor, todos vocês prestem atenção nas alterações das pessoas próximas e se afastem das que apresentarem sintomas o mais rápido. Acho que depois desse dia cortei completamente minha relação com outras pessoas.

 
 
Mindless Dive
08 May 2009 @ 11:07 pm
...  

Gente, nunca fiquei tanto tempo sem escrever nada aqui. Tanto que comecei a me desesperar e aqui estou eu. Sinceramente não sei sobre escrever, tanto que eu me sinto perdido nesse comecinho de coisas. Eu não desisti de terminar a historia do elfo ou a dos Deuses, eu só me afoguei na vida e num consegui escrever.


Levados


O som vinha de longe, mas as pessoas já sabiam do que se tratava e as que já estavam acordadas bem cedo naquela manhã abriam suas janelas ou saiam para rua para ver o que estava chegando. Uma voz masculina vinha ao longe gritando e também anunciando com extrema força o que estava chegando. Aos poucos os gritos e a musica, destoante uma da outra, acordavam os moradores da pequena cidadezinha, aos poucos a rua principal começava a se abarrotar de pessoas, principalmente crianças. Aos poucos o primeiro trailer chegava puxado por uma caminhonete.

- Senhoras e senhores, meninos e meninas. – O homem em pé na caçamba da caminhonete vociferava ao publico parado pela via principal. Com muita elegância pulou do carro que desfilava e foi para o começo da rua. – É com um imenso orgulho que vós apresento o circo dos horrores.

O homem realmente se trajava bem, uma cartola negra lustrosa, blusa vermelha berrante com babados, calças pretas e sapatos tão brilhantes quanto a cartola.

- Observem, o homem maquina. – Dito o segundo carro que vinha abriu uma cortina e um homem com um corpo totalmente desfigurado por peça mecânicas que lembravam muito um boneco de corda. Ele se mexia com movimentos pausados e não trazia expressão alguma em seus olhos de vidro. O apresentador sorriu ao ver a surpresa de todos. – Agora eu lhes mostro a assombrosa mulher primata.

A cortina se abriu e as feições de um gorila se misturaram com a de uma mulher sensual. O corpo era todo coberto por um pelo moreno e seus pareciam com mãos e ela andava curvada, mas apesar disso ela usava um vestido vermelho e caminhou ate uma cadeira no meio de seu vagão e se sentou com as pernas cruzadas e com as mãos fazia gestos obsceno com os seios. Mãos e pais tentaram cobrir os olhos dos filhos perto.

- E agora nossa atração principal. O homem mas forte do mundo! – Um vagão vinha quase preso no chão. Um homem imensamente gordo estava sentado ali no meio, calvo e sem nenhum pelo no corpo, ele tinha o olhar sereno como uma criança. Alguns poderiam jurar que estava triste.

- Agora o nosso vidente cego. – Um homem sentado com uma mesa na frente e algumas cartas de tarô jogadas ao seu redor. O apresentador apresentou mais uma série de aberrações e então chegou ao grande final da noite.

- Como todo o circo que se presa, nos temos os palhaços! – Um pequeno carro que vinha logo depois da caravana abriu as portas e um atrás do outro os palhaços começaram a sair de forma deliberada e assustadora, alguns perderam as contas no vigésimo. A maquiagem branca e cabelos laranjas desgrenhados. Presas pareciam saltar de suas bocas e eles eram completamente elásticos em suas acrobacias. Cada um deles carregava um saco e eles se aproximavam da multidão. – Por favor não tenham medo, eles apenas querem uma pequena doação. – Disse o homem subindo no ultimo trailer da caravana, aquele pequeno carrinho acelerava ate sumir de vista.

Homens e mulheres procuravam em seus bolsos por dinheiro, os palhaços se aproximaram e fizeram alguns malabarismos para chamar a atenção das crianças. Eles cobriram toda a multidão dos dois lados, pegavam o dinheiro e sorriam mostrando o seus dentes pontiagudos, mas de súbito cada um deles agarrou uma criança e as colocou dentro do saco. Todos correram ta multidão atordoada e iam pulando no ultimo vagão junto com o mestre de cerimônia enquanto as pessoas atordoadas tentavam entender o que acontecia ali.

- MEU FILHO! LEVARAM O MEU FILHO

Era inútil agora eles já estavam longe de mais para qualquer reação.


Coisas que eu constatei, conheço muita gente com medo de palhaços e acho que acabei de traumatizar algumas outras. Porque circo? Sei lá, faz mais de dois meses que quero escrever sobre o circo... bom ta ai, não era pra ser tão macabro, mas foi irresistível ;x



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Mindless Dive
08 April 2009 @ 12:00 pm

Honest Ilusions, ví esse titulo num arquivo word de um book na Nora Roberts. Achei ele legal, por isso roubei pra mim. Bom vamos aos fatos, sem a minha namorada aqui eu acabo ficando hiperartivo já que ela é o meu calmante e pessoas hiperativas ou saem por ai pulando, fazem merda ou no meu caso escrevem. Acho que esse texto não vai ser longo, ate mesmo porque eu resolvi escrever o comentário sobre ele antes do próprio texto. Abençoei-me com a idéia dele na segunda feira quando tive que ir pagar a facul, enfrentar fila e tals, só que tem um detalhe que agora na faculdade eu não conheço mais ninguém então pra mim é tudo um mar de rostos desconhecidos. Consequentemente eu passo horas calado sem falar nada, mas na segunda feira foi diferente porque eu não só estava calado como também tava me sentindo um verdadeiro piece of crap. Enfim, depressivos vêm o mundo de um jeito.

Aviso: Obrigado todos que comentaram no ultimo texto, se não fosse por isso eu só ia atualizar semana que vem continuando com o we were gods.


 

Honest Ilusions


 

Vi uma maré de olhos sem vida. Rostos expressivos e olhos tão vazios, eu os olhava com meus olhos que também deveriam ser vazios. E nessa vazies de olhar e falta de força de vontade eu via a multidão indo e vindo. Rostos passavam e logo apenas as costas ficavam. Bundas dançavam em seu vai e vem ritmado com cada paço e no fim apenas os olhos me chamavam a atenção. Eu via que suas expressões eram diferentes de seus olhos, mas os olhos nunca mentiram para mim. De alguma forma eu continuei nesse meu devaneio vendo caras e bocas acompanhadas de olhos vazios. Esse vazio era algo que faltava na mente era algo que eu sentia mas não sentia. Isso, isso me tornava um paradoxo ambulante. A antítese do sorriso com tristeza, isso me perseguia e me atingia. Sentia que algo faltava, mas porque ele não poderia estar lá? O que me faltava tanto o que nos faltava tanto que nos tornou um lago de pessoas sem brilho nos olhos. Zumbis sem propósitos sem fome e sem aspirações, dormindo de olhos abertos e ouvidos atentos. Medo de um fracasso a cada esquina, medo por causa da vaidade que tanto persegue, medo... medo e medo. TUDO sentir medo era isso que tirava nosso brilho dos olhos? Era isso que não deixava que o sorriso se completasse?
Não meus olhos baços não viam como realmente deveria ser, mas também não saberiam o que era pra. O mundo esta anuviado sinto que nada é real é o que parece. Como ter certeza em um mundo de sonhos e medos ou seriam sonhos e pesadelos provocados pelo medo. Não tenho certeza minha compreensão é falha assim como todo o ser humano é falho. Eu falho a cada tentativa de descobrir o vazio nos olhos... falho cada vez que procuro um motivo cada vez que eu tento adivinhar. Falho muito mesmo antes de tentar e falhando em minha condição de zumbi continuo a caminhar e a sentir os olhos. Os meus tem algo de errado? Sinto que todos olham para mim, ninguém fala mas olham e depois passam. Condição humana, condição vazia... sem condição alguma. Falhar, eu deveria ter medo de falhar nessas malditas conjecturas e porque eu continuo? Pássaros cantam nas arvores de pedra eles não falham em sua função simples. Eu seria tão superior a eles para chamar isso de simples? Sou um humano de grande complexidade e por isso desprezo as coisas simples, não escuto. Os pássaros se calam em minha prepotência em minha divinização do mortal. Sou um ser divino das falhas, dos erros e mais importante do vazio.
Meu Deus! Agora entendo de onde vem o vazio, eu sou o vazio eu sou a raiz do problema. Olho para tudo e a tudo transformo em vazio sou incompleto e torno a todos incompleto. O que farei?
Acordo do meu pesadelo, levanto da cama com suor espalhado na roupa de cama e em meu pijama. Mais um dia e saio para o dia.

Meu Deus! Não foi um sonho, foi o dia anterior.

 

 

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ps:
Obrigado ao Panda por me mandar a musica do post, criei minha própria fossinha com base na dele e a alguma minha dessa semana que não vem ao caso. Mais importante obrigado a faculdade por me tornar um invisível e me fazer ter idéias pra escrever... em especial pra minha sala nova no qual não conheço ninguém e nem se quer vou. Provavelmente alem de roubar da Nora Roberts o titulo devo ter roubado da minha namorada também. Desculpem-me as duas.

 
 
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Mindless Dive
05 April 2009 @ 12:32 am

Eu sei, eu escrevo muito e não falo quase nada de mim. Mas quem se importa? ;x
Sou feliz contando historias fictícias do que falando coisas do meu dia-a-dia. Apesar de já ter escrito aqui. Relevem acho que to viajando agora. Por sinal, crianças não usem tóxicos.


2009

 

A cidade é uma festa de luzes, você as vê indo e vindo a toda hora sem parar. Um mar branco de um lado e um vermelho do outro. Todos apressados e ao mesmo tempo todos parados, haviam as luzes verdes, amarelas e vermelhas que ditavam as regras nessa maré de luzes. Para o homem que caminha entre elas tudo passava muito rápido e tudo era muito confuso. Seus ouvidos ouviam buzinas elas passavam por ele como imensos vultos e alguns de tamanhos monstruosos. Primeiro ele via a luz branca ofuscante e quando a seguia ele via apenas a luz vermelha imponente, era um caos de luzes e sons o seu mundo. Aquele era o caos da cidade, tão diferente do que já viu antes. O caos continuou ate que um barulho alto de freios e algo resvalando em seu corpo... mais do que o suficiente para ir ao chão. Os pneus cantaram ate encontrar um obstáculo e então outro, e outro e mais um. Logo não havia mais trafego naquela via apenas um congestionamento instantâneo junto com um engavetamento. O homem que estava na pista e causara tudo escapou por pouco de ser atropelado. O pára-choque traseiro do carro que quase o atropelou apenas bateu na sua bunda e o jogou no chão. O homem permaneceu ali caído no chão daquela via estirado. As pessoas começaram a se aglomerar em volta do acidente e quase todas ignoraram o bêbado que caído no chão. Ligavam para emergência e para a policia porque aquele homem perturbado deveria pagar pelo o que causou ainda mais se alguém tiver morrido no acidente.

Antes que qualquer um pudesse fazer alguma coisa uma mulher de pele morena e longos cabelos pretos se encaminhou ate o homem. Ela usava uma roupa branca e ao que parecia era uma médica. Ela se abaixo perto do homem e ajudou a se virar de barriga para cima. Os olhos dele se fecharam quando a iluminação artificial da noite bateu em seu rosto ele ergueu a mão para proteger o rosto da luz, tenta ver o rosto da mulher que o salvava, mas nada era visível para os olhos turvos do homem.

- Dionísio, quantas vezes mais você vai continuar fazendo isso?

Ele ouvia a voz dela e a sua pastosa esboçava alguma coisa que a mulher com dificuldade conseguiu entender o grosso da frase: “Ate o fim do mundo”. Como uma mãe ela ergueu a cabeça do homem caído e a apoiou em seu colo.

- Se você acha. Melhor eu te tirar daqui, consegue andar?

Entendendo com um pouco mais de clareza mas não querendo facilitar ele balançou a cabeça negativamente. Ela suspirou e o segurou pelas axilas para que se levantasse, ele fez o mínimo esforço para ajudar a mulher. Enquanto isso as sirenes já começavam a chegar e um grupo de curiosos apontava para os dois. Ela olhou para todos que apontava e balançou a cabeça.

- Isso não é nada bom. Eles vão querer sua cabeça.

O bêbado continuava calado, mas colaborou um pouco mais resmungando mais alto que deveria. Sua barba estava a pelo menos um mês sem fazer e os seus cabelos se encompridavam ate o pescoço. Depois de colocado em pé ela o ajudou a caminhar ate a calçada. As pessoas que haviam apontado agora apenas olhavam para eles e para a chegada da ambulância e um carro de resgate.

- Vem, preciso ver como ficou a sua cabeça agora.

Ela o carregou para fora daquele lugar de acidente e o levando para uma rua adjacente a principal. Ela abriu a porta de um carro e o colocou lá dentro, se estivesse sóbrio ia ver que o carro era uma pick up. Mas nem isso conseguia, depois de sentado ela volto para o banco do motorista e deu a partida. Ali eles estavam perto do hospital ela deu a volta na rua e pegou uma via principal para voltar para onde queria. Quarenta minutos de trafego intenso e um cheiro de vinho dentro do carro era tão forte que a obrigou a abrir os vidros. Eles saíram da via principal e entraram em uma rua sem saída, onde no final dela havia um conjunto habitacional. Ela pegou um controle de garagem e o abriu quando estavam chegando.

- Ei, eu moro aqui!

A voz embriagada de Dionísio exclamou um pouco espantado.

- É? Eu também.

E entraram.

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A seguir, Kali

 

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Current Music: Johnny Cash - Hurt
 
 
Mindless Dive
24 March 2009 @ 05:55 pm

Eu não fiz uma leitura pré-liminar e nem me aprofundei na pesquisa. Podem me matar xingar qualquer coisa. Mas deixe o comentário se ler ;x

1920

 

Um beco escuro em uma viela mal iluminada, um vulto humano cambaleava tentando manter o seu caminho reto, mas era uma tentativa inútil suas pernas traçavam e seu corpo angulava de formas perigosas quase o derrubando no chão. Percebendo sua situação precária se aproxima da parede e continua a caminhar mais e mais ao fundo naquele beco. Cada vez mais ele ouvia aquele som, aquela musica ou barulho era o seu objetivo e ele estava se aproximando cada vez mais. Havia uma escada de três degraus e a porta estava no final dela a sombra tropeçou e se encaixou com o rosto entre o chão e o batente. Seu corpo ficou em uma posição inusitada e torta, mexeu os braços de forma inútil tentando sair da pose inadequada.
- ai! – era tudo que a sombra conseguia emitir caída naquele buraco.
A esperança veio de uma porta se abrindo, um alivio para sua cabeça latejando.
- Ouvi o barulho, você conseguiu se sair mais barulhento que eles.
Era uma voz masculina com um forte sotaque forte do norte. O homem era mais alto e largo que a porta, seu rosto não era completamente visível por causa da incidência da luz. A embriaguez do homem caído também colaborava, ele olhava para aquele monstro e tentava sorrir mas a dor não deixava.
- Magni?!
- Sim?
Alguém lá dentro gritava por ele, se virou para ver o que era e depois se volto para o homem caído no chão.
- Olha só pra você como foi se enfiar ai?
Antes mesmo do homem caído no chão falasse algo. Ele o segurou pelo ombro e o ergueu para a posição ereta de novo.  Quando estava para solta-lo o homem bambeou de novo.
- HAHA,  começou a festa sem agente ein? Vamos lá.
Levou o homem ate o balcão, ele não reparou em todas as pessoas que estavam ali naquela taverna. Não precisava conhecia a todas e muito bem por sinal, ele foi sentado no balcão. E o taverneiro veio ate ele, Magni se afastou e voltou para o que estava fazendo antes. Seu enorme corpo virou um vulto na escuridão e se juntou a outra mais sinuosa. O taverneiro era um homem corpulento e bronzeado a barba era grande e olhava para o homem apoiado no balcão.
- Começou por conta?
- é.
- Vai querer alguma coisa?
- Vinho. Me traz a garrafa.
A costas do homem do balcão se curvou e apoiou a testa no balcão.
- Ei, ei, ei! Nada de babar no balcão.
O taverneiro com uma feição carrancuda jogava os ombros do bêbado para trás.
- Levanta esse ombros Dio, tenha um pouco de compostura. Você esta em família.
- Não ligo, agora me traz a garrafa.
Contrariado o taverneiro saiu mancando ate uma parte afastada e trouxe um vinho diluído em água para Dio. Ele puxou a rolha e tomou direto da garrafa, quando sentiu o gosto aguado da bebida e cuspiu no chão, por sorte ninguém estava do lado dele.
- Hefesto! Você tentou me envenenar?
Respondeu Dio irritado com o taverneiro. A sua reação foi jogar a garrafa contra o homem, mas um pingo sóbrio um maldito pingo de sobriedade apareceu e ele não jogou a garrafa. Se levantou cambaleante e lá do fundo veio Magni de novo, outro homem de cabelos brancos se levantou.
- Calma Dio.
Disse Hefesto um pouco encabulado por ter causado uma cena tão embaraçosa.
- Vem comigo amiguinho, acho que por hoje basta.
Magni segurou o bêbado Dio pelo braço e o arrastou para fora do lugar. O homem de cabelos brancos seguiu os dois ate a porta.
- Acho melhor você ir embora.
- Porque? Não sou bem vindo na festinha decadente de você?
Magni falara e Dionísio respondera logo em seguida.
- Não importa eu vou embora, enquanto você continuam a brincar de deuses. Vocês são decadentes, vocês são o motivo para que eu esteja assim. E você pai, não preciso dessa sua cara de compaixão.
Falou irado com o homem de cabelos brancos e simplesmente se virou para o beco e continuou a cambalear para fora do beco. Magni olhava para o homem de cabelos brancos e bem vestido. Sabia da certa rivalidade da sua família com a desse homem, mas não se importava nada do que foi importava agora.
- Acha que ele vai ficar bem Zeus?
- Não sei. Talvez ele nem se lembre disso amanhã.
Eles iam voltar para dentro da taverna quando um grito veio do começo do beco.
- Eu não esqueço!
Então voltaram para dentro do bar, ao que parecia o ultimo a chegar foi o primeiro a ir embora. Agora poderiam fazer começar a reunião informal, infelizmente um deles foi embora. Zeus entrou seguido por Magni que voltou para o seu canto escuro e voltou puxando uma mulher loira de lá e se sentaram em algum lugar próximo a Zeus.
- Agora que estamos aqui precisamos discutir algumas coisas. Meu filho Ares resolveu desaparecer durante a guerra. Eu sei que ele não esta morto e que provavelmente está planejando alguma coisa.
Um homem com uma cicatriz no olho e apenas com um único olho funcional.
- Essa é uma terrível coincidência. Ambos estamos com filhos pródigos soltos no mundo. Loki também desapareceu alguns tempo atrás... Ao que me parece ele descobriu algo que o interessou muito na America e agora tenta ir pra lá, apesar de algumas medidas que eu fiz tenho certeza que ele vai chegar aonde quer.
Um negro se levantou e olhou para os dois homens.
- Hahaha, esses dois são engraçados. Provavelmente vamos ter algumas mudanças boas por aqui...
- Cala a boca Anansi.
Disse a mulher também negra do lado dele.
- Ta tudo bem, desculpem. Bom, vamos ter pena dos humanos então.
A noite prosseguiu e não mais discutiram. Eles festejaram como deuses apesar de ainda estarem entre os humanos alguns dançaram outros riram, re-descobriam o divino em coisas simples porque era tudo que restava para eles. A fuga dos dois deuses gerou dois fatos que ficaram mundialmente conhecidos, mas apenas os fatos e não os seus nomes. Esses fatos foram: crise de 29 e a segunda guerra mundial. Deuses sempre foram conhecidos por suas tendências genocidas e esses dois levaram ao pé da letra. Pulando alguns anos, e para onde vamos agora e onde realmente importa para todos. Talvez seja mais interessante e talvez seja melhor porque é o único evento que provavelmente poderá chamar nossa atenção. Dionísio como já era esperado acabou dormindo na sarjeta.

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Espero sinceramente que tenham gostado, acho que semana que vem sai a próxima parte.

 
 
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