Resolvi começar uma historia minha sobre vampiros. Eles são uma família caçadora de vampiros onde só os mais exímios tem permissão de “procriar” para criar uma próxima geração mais forte que a anterior. Enfim ela fico muito grande então acabei dividindo ela.
Aproveitem ou não.
"You knew the blood inside my veins was wasteful.
You knew I was bound to wake up scared.
I made you up."
Ps: Escreia do layout novo
Kikimora
“Se no escuro ouvir a minha voz/não grite/o barulho será seu algoz/Não corra/do contrario perderá o seu fôlego/seu ultimo suspiro a mim pertencerá.” Essa era a musica infantil que ensinaram para a crianças da pequena família Hannigan. No escuro os adultos caminhavam entre eles sussurrando e tentando arrancar uma pontada de medo de qualquer um deles. Eles eram cinco irmãos Joshua, Seraphine, Mike, Gary e Atlanta, eram unidos quando estava claro e a noite não havia chegado mas quando a noite chegava e cada um precisava percorrer o caminho da casa principal para as suas cabanas cada um seguia por um caminho diferente.
Sim antes de continuar é preciso compreender que os adultos dá família Hannigan são oito. Os avós e os cinco filhos e a esposa de um deles, sendo os tios Jim, Kurt, Elisabeth, Eleanor. Os avós Cameron e Adele e por fim os pais Annie e Brendon. De todos os irmãos apenas Annie se casou e Brendon foi escolhido pelo velho Cameron entre muitos pretendentes, os filhos nunca estranharam isso e também nunca conseguiram pensar sobre.
O terreno da casa dos Hannigan nada mais é que um imenso terreno que era dividido em uma casa principal grande onde todos poderiam viver com conforto suficiente e cinco cabanas que ficavam em pontos diferentes do terreno e cada um parecia ter um obstáculo diferente: Um bosque de pinheiros, uma alagadiço que ninguém consegue descobri a profundidade, no alto de um morro que o único modo era escalar, uma ficava no meio do lago e o ultimo era em um terreno aberto de fácil acesso. Cada dia um deles ia para uma cabana diferente, sendo que isso os incentivava a cuidar direito do lugar. Dentro de cada cabana uma cama dobrável e um uma lareira para os dias mais frios. A casa principal era decorada de forma que qualquer um que visita-se veria que eles eram da alta sociedade apesar da ausência de criados.
Para as crianças no começo foi difícil não poderem viver no conforto de suas casas e entre todos a que mais deu trabalho foi Atlanta que foi a que teve mais contato com os pais, mas não impediu de quando fizesse sete anos tivesse de ir para o seu novo quarto. E apesar de tudo isso a educação de cada um deles era militar cada um no seu jeito e modo de levar. A única coisa em comum era a desobediência que os levava a ficar sem comer. Quando o sol se punha e eles precisavam ir para suas cabanas e então que o pesadelo deles começava por mas que fossem cuidados sempre ouviam a voz sussurrar em sua orelha, sentiam o coração disparar e a vontade de correr aumentar e nem sempre conseguiam manter isso. Quando isso acontecia os gritos do irmão ou irmã pega assombrava os outros por toda a noite e novamente Atalanta era a que mais lhes cortava o coração de se ouvir. No dia seguinte nenhum deles comentava ou perguntava sobre a noite anterior mesmo que as marcas fossem vistas. Era melhor assim e então durante o dia apenas se preocupavam em ser crianças. Joshua era o mais velho e se sentia responsável por todos também era o único que não gritava ou corria, mas ainda não tinha coragem de se virar e olhar nos olhos da pessoa da voz.
Seraphine era inegavelmente bela chegando ate mesmo a rivalizar com Elisabeth em seu auge. Mike era calmo e curioso e queria aprender sobre a ciência, Gary era rebelde de mais e sempre era o que levava as punições, mas assim como Joshua ele não gritava e alem disso já se virara para encarar a coisa e nada encontrou. Atlanta parecia estagnada na infância mas os sinais de maturidade apenas vinha pela noite, cada um lidava de um jeito e para Joshua era pior porque ele se sentia em divida com todos eles, como se algo que ele tivesse feito tivesse desencadeado isso.
Mas os irmãos não sabem que foi isso que aconteceu antes com sua mãe e tios e o mesmo com seu avô e irmãos e assim por diante. As crianças nunca tem contato com as pessoas de fora e apenas os “adultos” poderiam conhecer as outras pessoas, claro que com certo decoro porque não sabiam o que era viver fora do contexto familiar e ainda assim todos aqueles que freqüentavam a residência Hannigan eram conhecidos ou amigos íntimos dos pais ou tios.
Apesar de Elisabeth ser muito mais bonita que Annie ela nunca se casou e o mesmo aconteceu com Eleanor que não chegava a ser como Elisabeth mas também era bonita. E ficava obvio que das três Annie era a que possuía menos beleza. E Jim era o mais velho e o mais bondoso de todos os tios ele era forte e pouco ficava em casa passando mais tempo passando na floresta. Kurt passava a maior parte do tempo entretido com um livro e poucas vezes se conseguia algo realmente útil dele. E os avôs ditavam as regras da casa e sempre tinham essa aura de realeza ao redor deles, uma mesma aura era vista em Annie e Brendon mas em menor escala.
Eles eram religiosos só que não iam aos cultos na cidade, odiavam forasteiros e o mais importante eram felizes ao seu modo. Ate que as historias deixaram de ser historias e começaram a acontecer.
Eleanor seguia Seraphine na escuridão como fazia desde que ela tinha sete anos, sempre que fazia isso se lembrava da própria infância e de como detestava isso, mas ali estava ela seguindo a garota assim como fizeram antes com ela. Quando estava chegando a sua hora de ir falar com Seraphine ela ouviu uma voz. “Sentiu saudades querida?” Sentia que uma mão estava levantando sua camisa revelando a pele branca ao luar e a mão que lhe tocava de forma ta repulsiva era gelada. Respirou fundo e com ambas as mão ela tentou afastar o toque, como já esperava ela não conseguiu. Se virou então para ver que um par de olhos azuis a observava e uma série de dentes brancos como a neve sorriam para ela. Tentou puxar uma faca que estava em sua cintura, mas ela jazia em sua frente segura por dois dedos firmes da criatura. Controlou o grito em sua garganta levando sua mão livre a boca e então fechou os olhos e esperou pelo fim segundos passaram como horas e quando ousou abrir os olhos de novo estava sozinha. Não Teve no que pensar e não tinha porque. Voltou correndo para a sua casa e contou para o seu pai o que aconteceu, Annie e Brendon também estavam lá, o velho apenas abaixou a cabeça e ficou com um olhar sombrio Brendon passou os braços pelos ombros de Annie e ficou em silencio, logo as lagrimas começaram a escorrer dos rostos dela. Então o pai apenas manda Eleanor embora de volta para a cabana de Seraphine. Depois que ela se foi o pai se virou para a filha que restou na sala.
- Se temos uma crise, vamos enfrentar ela de frente. Se ele quer nos assustar então não vamos dar medo a ele. É melhor não demonstrarem isso aos seus filhos ou nenhum deles vai conseguir.
Apesar de haver ternura na voz dele havia autoridade e a única palavra que ela conseguiu pronunciar saiu engasgada. Brendon olhou em silencio para Cameron com ódio inflado em seu olhar, mas apenas segurou a mulher e ambos se retiraram.
A manhã seguinte veio gelada com uma camada de nevoa que parecia persistir em continuar próxima ao chão. Todos saíram agasalhados antes do sol tentar se sobressair sobre aquele inferno gelado. Os tios chegaram antes dos filhos e receberam a noticia, todos receberam a noticia e um clima pesado acabou se instalando mesmo contra a vontade do pai. Quando os filhos voltaram poucos perceberam o clima pesado e nenhum deles ainda havia dado pela ausência. No final da manhã quase na hora do almoço Eleanor voltava ela e Seraphine estavam na casa no alto do morro, claro que para os filhos apenas Seraphine estava lá. Quando notaram que ela trazia algo nos braços cada um dos tios levou as crianças para dentro. E os pais foram ver o que era, pela primeira vez em anos eles iam dormir dentro da casa e no dia seguinte seria o velório de sua irmã.
Para eles ela morreu por causa do frio severo da noite o fogo se apagou quando a porta se abriu e morreu congelada durante a noite. Ela estava vestida com um vestido negro e as tias perderam um longo tempo maquiando as marcas com pó branco e algodão. Foi algo modesto e depois os pais levaram o corpo da menina para ser cremado. Todos os irmãos se juntaram e choraram naquela noite. Todos menos Gary que saiu para andar durante a noite, Jim estava logo atrás dele com seu olhar atento e os passos felinos que nunca o haviam deletado. Ambos foram ate o lago e Gary começou a atirar pedras para o meio dele. Jim ouviu um som surdo atrás dele vindo da casa, ele se aproximou de Gary que viu seu reflexo sombrio na água e se virou assustado, sem realmente se preocupar ele colocou a sua imensa mão no ombro do garoto e o desmaiou. Sabia que ele o odiaria no dia seguinte mas não havia tempo para isso já que aquela coisa parecia ter voltado. Carregou o garoto nos ombros de volta para casa, quando estava quase chegando se deparou com algo inusitado Eleanor abria a porta e estava com um corte sangrento na testa. Antes que Jim pudesse dizer alguma coisa ela segurou suas mãos.
- Ele veio de novo, eu fugi enquanto Brendon e o papai tentavam acabar com a coisa. As crianças gritaram ao ver o que ele fez... Não foi suficiente... não.
Ele balançou a cabeça e abraçou a irmã entregando Gary para ela.
- Corra, eu vou atrasar essa coisa.
- Mas...
Ele beijo a testa da irmã e entrou na casa. Ela então se colocou a correr para fora da propriedade, eles tinham veículos guardados mas ela não se atrevia a confiar em um deles enquanto corria para a escuridão em direção a o nada. Se ela tinha alguma prece era pra que sua fuga desesperada não desse em nada, não queria condenar aos dois a vida solitária sem a família. Quando chegou na auto estrada e ela tentou atravessar correndo mas se esqueceu de ver o que estava vindo e ela só teve tempo de jogar Gary para cima e ela ser atropelado pela caminhonete que vinha derrapando. Ate hoje o motorista não sabe como ela teve força de jogar o garoto por sobre a cabine e cair na caçamba. As sirenes foram rápido e ambos foram levados para o hospital. Quando Eleanor acordou ela tentou falar com a enfermeira mas sua voz saiu embargada como se ela não conseguisse usar a voz. O gemido fez com que a enfermeira se virasse e fosse ate ela. Ao mesmo tempo sentiu uma mão apertar a sua e ela se virou para quem a apertava. Ali estava o pequeno Gary aos onze anos era órfão e toda a sua família havia sido assassinada.
- M-M-Meu Filho.
Sua voz saiu e ele sorriu para ela, era novo de mais para entender o que aconteceu, mas percebia que estava com a sua tia. Dali pra frente ele sequer sabia o que deveria ser feito ou o que era certo. Não sabia dos seus irmãos ou pais e ninguém no hospital parecia saber, quando falou da fazenda a policia foi ate o lugar. Só que para ele nada falaram. Esperaram Eleanor se recuperar para poderem discutir sobre o que falar para o garoto, todos na pequena cidade conheciam a família Hannigan e entendiam mas faziam vista grossa para a sua historia. Quando finalmente contaram para Gary que sua família toda morreu em um vazamento de gás e que o tio Jim o desmaiou porque não havia tempo suficiente para discutir, foi então que ele e a sua tia sofreram o acidente enquanto buscavam ajuda. Ele via o peso que a tia carregava nos ombros e se compadeceu, mas sua raiva contra vida aumento... Agora o destino dos dois estavam interligados por mentiras e meias verdades.